EUA lança ensaio clínico de anticorpos sintéticos contra a COVID-19

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Imagem sem data, obtida em 28 de julho de 2020, como cortesia do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIH / NIAID) dos Estados Unidos, mostra uma micrografia eletrônica colorida de uma célula (em azul) com uma forte infecção por partículas do vírus SARS-CoV-2 (em vermelho), que foram isoladas de uma amostra de paciente

Os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) anunciaram nesta terça-feira (4) o início de ensaios clínicos em grande escala para testar um medicamento especificamente produzido para tratar a COVID-19.

É um anticorpo contra o coronavírus, chamado LY-CoV555, descoberto pela empresa canadense AbCellera Biologics no sangue de um paciente que se recuperou da doença.

O anticorpo foi sintetizado para produção em escala industrial pelo American Lilly Research Laboratories, em associação com a AbCellera.

O estudo de fase III (a última) começará recrutando 300 voluntários em todo o mundo, de pacientes hospitalizados que tiveram sintomas leves a moderados de COVID-19 por menos de 13 dias.

Metade receberá o medicamento (por injeção) e a outra metade um placebo para descobrir a real eficácia do tratamento.

Todos também serão tratados com protocolos usuais contra a COVID-19.

Outra parte do ensaio clínico testará anticorpos sintéticos em pacientes ambulatoriais.

Anticorpos são proteínas que o sistema imunológico implementa para acoplar-se a vírus invasores e, assim, impedir que eles entrem nas células do corpo humano.

As vacinas buscam desencadear, em pacientes não infectados pelo coronavírus, a produção de anticorpos pelo sistema imunológico de forma preventiva, de acordo com vários métodos que estão sendo testados em todo o mundo.

Para pessoas que já estão doentes, dois medicamentos foram aprovados até agora, o remdesivir e dexametasona.

Outra opção de tratamento que está sendo avaliada é a injeção de anticorpos retirados de pessoas que já se recuperaram, conhecido como plasma convalescente.

No entanto, essa opção, embora eficaz, não permite uma aplicação em grande escala, o que explica o desenvolvimento de anticorpos sintéticos, também chamados anticorpos monoclonais.