Vírgina (EUA) declara emergência após choques em marcha supremacista branca

Washington, 12 ago (EFE).- A realização da polêmica marcha "Unir à direita", convocada por um grupo de supremacistas brancos em Charlottesville (Virgínia, Estados Unidos), deixou vários feridos neste sábado após enfrentamentos com opositores e provocou a declaração de estado de emergência.

Ainda que o início da marcha estivesse previsto para o meio-dia no Emancipation Park, no centro da cidade, minutos antes já começaram os primeiros confrontos violentos.

As palavras de ordem lançadas entre manifestantes, adornados com bandeiras confederadas e escudos de proteção; e os opositores, que acusam os organizadores de apologia a uma ideologia ultradireitista, rapidamente terminaram em chutes e murros.

Segundo a polícia de Charlottesville, os primeiros enfrentamentos se saldaram com vários feridos, sem detalhar a cifra exata ou a sua gravidade.

Por sua parte, o governador de Virgínia, Terry McAuliffe, se viu obrigado a declarar emergência estatal para "ajudar as autoridades a responder à violência", segundo explicou em sua conta no Twitter.

Jason Kessler, organizador da marcha, destacou em um comunicado que a manifestação pretende defender a Primeira Emenda da Constituição, que protege a liberdade de expressão, e respaldar os "grandes homens brancos que estão sendo difamados, caluniados e derrubados nos EUA".

A polêmica marcha foi organizada em protesto pela retirada de uma estátua em homenagem ao general confederado Robert E. Lee, que liderou as forças do sul durante a Guerra Civil americana, e depois da ocorrência de confrontos violentos na véspera.

A manifestação foi descrita como "o maior encontro de ódio em décadas nos EUA", segundo o Southern Poverty Law Center, uma instituição que investiga grupos que fomentam a violência racial.

Charlottesville, situada 300 quilômetros ao sudoeste de Washington, tem cerca de 46.000 habitantes e é sede da Universidade de Virgínia. EFE