EUA lançam nova investigação sobre ataque ao Capitólio; 500 já foram presos

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Apoiadores do ex-presidente norte-americano Donald Trump protestando em Washington, EUA

WASHINGTON (Reuters) - A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, criou nesta quinta-feira um novo comitê da Casa para investigar o ataque de 6 de janeiro ao Capitólio do país, após republicanos do Senado bloquearem em maio a criação de uma comissão independente para investigar o ataque.

Cerca de 500 pessoas foram presas até agora na ampla investigação federal sobre o episódio de violência, anunciou o Departamento de Justiça norte-americano nesta quinta-feira.

Ao falar em entrevista coletiva, Pelosi, do Partido Democrata, se recusou a estabelecer uma linha do tempo para a comissão parlamentar investigar, dizendo que "vai durar o quanto for preciso". Ela não ofereceu detalhes sobre a composição do painel, mas deixou claro que é esperado que ambos os partidos indiquem nomes, e disse que espera que o líder republicano na Câmara, Kevin McCarthy, aponte "pessoas responsáveis" para integrar a comissão.

Pelosi afirmou que seria preferível que houvesse uma comissão externa, e que ainda não desistiu totalmente da ideia. A Câmara aprovou a criação de uma comissão independente bipartidária, mas os republicanos do Senado a bloquearam, dizendo que comissões investigativas existentes, além de inquéritos de procuradores a tornavam desnecessária.

"Vemos isso como complementar, não substitui nada, e esperamos que possa haver uma comissão em algum momento", disse Pelosi.

Em um ataque que chocou os Estados Unidos, centenas de apoiadores do então presidente Donald Trump invadiram o Capitólio no dia 6 de janeiro em uma tentativa fracassada de impedir que o Congresso confirmasse a vitória eleitoral do democrata Joe Biden. O episódio violento deixou cinco mortos, incluindo um policial do Capitólio.

(Reportagem de Susan Cornwell)

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