EUA e México "restringirão viagens não essenciais" por suas fronteiras

O presidente americano Donald Trump responde questionamentos sobre o novo coronavírus, na Casa Branca

A fronteira entre os Estados Unidos e o México fechará para todos as viagens consideradas não essenciais, como símbolo do combate contra a propagação do novo coronavírus, anunciou Washington nesta sexta-feira (20).

"Os Estados Unidos e o México decidiram proibir as viagens não essenciais através da fronteira compartilhada", declarou o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo.

"Nossos dois países sabem até que ponto é importante trabalhar juntos para limitar a propagação do vírus", ressaltou em uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

A medida junta-se à proibição de viagens consideradas não essenciais entre os EUA e o Canadá, que entrará em vigor nesta sexta à noite e durará 30 dias.

O fechamento não afetará o "comércio legal", explicou o secretário de Segurança Nacional, Chad Wolf.

"As atividades comerciais não essenciais não serão afetadas" em nenhuma das duas fronteiras, ressaltou.

Diferentemente da proibição da entrada de viajantes estrangeiros vindos da Europa, que surpreendeu a União Europeia, o presidente americano, Donald Trump, insistiu nessas medidas coordenadas no país.

"Tratamos as duas fronteiras", norte e sul, "da mesma forma", ressaltou.

Trump considerou que tinha que limitar "as migrações globais em massa", por causa do novo coronavírus.

"Em tempos normais, esses fluxos em massa já representam um enorme peso para o nosso sistema de saúde", disse o magnata republicano, que transformou a luta contra a imigração em uma das suas prioridades.

"Porém, durante uma pandemia mundial poderiam ter o efeito de um furacão que propagaria a infecção em nossos agentes que atuam nas fronteiras, para os imigrantes e para os americanos em geral", disse o presidente.

"Sem restrições, isso paralisaria nosso sistema migratório, sobrecarregaria o nosso sistema de saúde e colocaria o nosso sistema nacional em perigo", finalizou Trump.