EUA negam ter acusado Reino Unido de espionar Trump

O ex-presidente Barack Obama encontra com o presidente eleito Donald Trump na Casa Branca em Washington, DC, no dia 20 de janeiro de 2017

A Casa Branca desmentiu nesta sexta-feira que o porta-voz Sean Spicer tenha acusado os serviços de inteligência do Reino Unido de espionar o presidente Donald Trump, alegando que ele apenas citou uma informação de um canal de televisão local.

De acordo com a Casa Branca, Spicer "simplesmente assinalou informes públicos, não defendeu nenhuma história específica".

Mais cedo, o governo britânico afirmou que recebeu garantias da Casa Branca de que não se repetirão as acusações de que o serviço de inteligência britânico teria espionado Trump.

As acusações de que o GHCQ, agência de inteligência britânica, espionou Trump a pedido de seu antecessor, Barack Obama, são "profundamente ridículas" e "recebemos garantias (da Casa Branca) de que não se repetirão", afirmou um porta-voz da primeira-ministra britânica Theresa May.

O porta-voz de May usou a mesma linguagem que o GCHQ (Government Communications Headquarters), que havia rebatido anteriormente as acusações, que chamou de "absurdas" e "totalmente ridículas".

"Temos uma relação estreita, especial, com a Casa Branca, que nos permite expressar nossas inquietações quando as temos, como era o caso", completou o porta-voz.

Primeiro Trump acusou Obama de ter ordenado um grampo em suas comunicações e depois Sean Spicer repetiu uma informação da imprensa de que o ex-presidente teria confiado a tarefa aos britânicos para driblar as restrições legais americanas.

Os comitês de inteligência da Câmara e do Senado americano examinaram a denúncia de Trump e concluíram que nenhuma evidência se sustentava.