EUA observa com 'preocupação' situação na Venezuela

Secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, em entrevista coletiva no Departamento de Estado, em Washington, D.C., em 5 de abril de 2017

O secretário americano de Estado, Rex Tillerson, revelou nesta quarta-feira que a Casa Branca acompanha "de perto" e com "preocupação" a situação na Venezuela, onde partidários e opositores ao governo realizam protestos em um ambiente de tensão.

De acordo com Tillerson, o governo do presidente Nicolás Maduro "não deixa que se escute a voz da oposição", e a Casa Branca está "preocupada com a situação".

"Estamos observando isto de perto" e "trabalhando com outros, especialmente através da OEA, para manifestar nossas preocupações", disse o secretário de Estado.

Na visão de Tillerson, os Estados Unidos também estão preocupados porque "o governo de Maduro está violando sua própria constituição", e não permite que a oposição "se organize de forma que sua voz seja ouvida".

Na véspera, o porta-voz do departamento americano de Estado Mark Toner advertiu que "os responsáveis pela repressão de atividades pacíficas e democráticas" na Venezuela e "pela flagrante violação dos direitos humanos deverão prestar contas individualmente".

Os agentes do Estado - policiais, militares, promotores e juízes - e os civis controlados pelo partido governista PSUV que agirem contra os manifestantes deverão prestar contas às instituições venezuelanas e "à comunidade internacional", disse Toner.

Durante os protestos desta quarta-feira, um jovem de 17 anos morreu no hospital após ser baleado por motociclistas que atacaram uma concentração opositora no bairro de San Bernardino, em Caracas.

A Promotoria venezuelana informou posteriormente a morte de uma jovem de 23 anos baleada durante protestos na cidade de San Cristóbal (oeste).

Com as duas mortes, sobe para sete o número de vítimas em três semanas de protestos da oposição para exigir eleições gerais e a saída de Maduro do poder, em meio a grave crise econômica e política que assola a Venezuela.