EUA oferece recompensas de US$ 10 milhões por agentes russos acusados de ciberataques

Um pôster mostrando seis oficiais de inteligência militar russos procurados é exibido antes de uma coletiva de imprensa no Departamento de Justiça, nos Estados Unidos, em 19 de outubro de 2020. (AFP/Andrew Harnik) (Andrew Harnik)

Os Estados Unidos ofereceram nesta terça-feira (26) recompensas de US$ 10 milhões por seis agentes da inteligência militar russa acusados de ciberataques que devastaram empresas em todo o mundo em 2017.

Os seis russos afiliados à Unidade 74455 da inteligência militar russa foram indiciados em outubro por um grande júri federal dos EUA por uma série de ataques cibernéticos, incluindo um na rede elétrica da Ucrânia.

Considerando que os agentes provavelmente estão na Rússia, sua extradição parece fora de questão. No entanto, o Departamento de Estado disse que ofereceria até US$ 10 milhões por informações que pudessem ajudar a capturar e processar qualquer um dos seis.

Em um comunicado, o Departamento de Estado informou que os indivíduos faziam parte de um ataque de 2017 conhecido como NotPetya, que atingiu empresas em todo o mundo, danificou computadores em hospitais dos EUA e causou perdas de quase US$ 1 bilhão, estimam as autoridades.

O Kremlin rejeitou as acusações contra os agentes militares, citando uma campanha de "russofobia".

A unidade de inteligência GRU da Rússia foi acusada de uma série de ataques cibernéticos em todo o mundo, incluindo interferência nas eleições presidenciais de 2016 nos EUA.

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