EUA ordena apreensão de dois aviões do oligarca russo Abramovich

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Os Estados Unidos ordenaram nesta segunda-feira (6) a apreensão de dois aviões pertencentes ao magnata russo Roman Abramovich, sob a alegação de que foram utilizados em violação das sanções impostas à Rússia após a invasão da Ucrânia.

O Departamento de Justiça dos EUA afirmou em documentos legais que as duas aeronaves - um Boeing 787-8 Dreamliner e um jato executivo Gulfstream G650ER - voaram sobre o território russo em desrespeito aos controles de exportação americanos fixados em 2 de março para aviões fabricados no país.

Os veículos, avaliados em mais de 400 milhões de dólares, são de origem americana e seu proprietário, o bilionário Abramovitch, os levou à Rússia em março, sem solicitar uma licença especial de reexportação, segundo as autoridades americanas.

“Os controles de exportação e reexportação do Comércio são fortes e devem ser respeitados. São um componente crítico da estratégia dos Estados Unidos para privar a Rússia dos meios para alimentar sua guerra ilegal”, explicou a jornalistas o procurador Andrew Adams.

Adams dirige um novo grupo de trabalho no Departamento de Justiça batizado de "KleptoCapture", responsável por investigar e processar as violações das sanções implementadas contra Moscou desde o início da ofensiva contra a Ucrânia e por organizar o confisco de bens dos oligarcas.

“Os objetivos a curto prazo (...) são demonstrar uma forte aplicação do regime de sanções, incentivando as pessoas próximas ao Kremlin a se distanciar do Estado russo à medida em que a guerra é intensificada”, acrescentou Adams durante uma videoconferência.

O Departamento de Justiça não disse onde estão atualmente os dois aviões. Segundo a imprensa, o Boeing pode estar em Dubai e o Gulfstream, na Rússia.

“Tomaremos medidas para realizar a apreensão e ficaremos atentos para verificar se trocarem de jurisdição”, disse Adams.

- Sanções financeiras -

A ordem para o confisco descreve em detalhes como Abramovich controla as duas aeronaves por meio de uma série de empresas fictícias.

Em paralelo, o Departamento de Comércio dos EUA publicou uma carta acusando oficialmente Abramovich de violar conscientemente as restrições americanas que buscam bloquear a exportação de certas tecnologias e bens para a Rússia.

O bilionário enfrenta acusações que podem gerar sanções financeiras significativas, de até o dobro do valor da transação de exportação, aponta a carta do Departamento de Comércio.

Esse Boeing é, segundo o órgão, "um dos aviões privados mais caros do mundo, com valor aproximado de 350 milhões de dólares". O Gulfstream, por sua vez, foi comprado em março de 2020 por cerca de 60 milhões por uma empresa identificada como de Abramovich.

A medida desta segunda tem como alvo um dos mais ricos magnatas russos, que já se viu obrigado a vender o clube de futebol inglês Chelsea após a invasão russa da Ucrânia.

Abramovich não está entre as personalidades sancionadas pelos EUA, porém, consta na lista de restrições da União Europeia.

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