EUA pede a Cuba que trate artista dissidente hospitalizado com 'dignidade e respeito'

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Em imagem capturada da TV cubana, o artista dissidente Luis Manuel Otero Alcantara é levado por uma equipe médica ao Hospital Calixto Garcia, em Havana, em 2 de maio de 2021

Os Estados Unidos expressaram nesta sexta-feira (21) sua preocupação com o tratamento do artista dissidente Luis Manuel Otero Alcántara pelo governo cubano, pedindo "dignidade e respeito". Ele está internado sem comunicação há quase três semanas em um hospital em Havana e foi declarado pela Anistia Internacional um "prisioneiro de consciência".

“Pedimos que @LMOAlcantara e todos os cubanos sejam respeitados e tratados com dignidade”, disse no Twitter a embaixada dos Estados Unidos em Havana.

Washington “expressou sua solidariedade ao povo cubano e sua preocupação de que o governo o trate com dignidade e respeito”, acrescentou.

“Como é possível que um paciente de um hospital não tenha direito a visitas ou a um telefonema?”, questionou.

O governo de Cuba acusa Otero Alcántara, de 33 anos, de tentar manipular a situação política e de ser financiado e controlado pela organização norte-americana Instituto Democrático Nacional.

Membro do Movimento San Isidro (MSI), um grupo de artistas universitários da oposição, Otero Alcántara foi transferido em 2 de maio para um hospital em Havana, no oitavo dia após ter declarado uma greve de fome.

Com esse protesto, ele exigia a devolução das obras que foram confiscadas por agentes de segurança e o fim do assédio policial contra ele e a liberdade artística.

Ao declarar Otero Alcántara um "prisioneiro de consciência" pela terceira vez nesta sexta, a Anistia Internacional exortou "o presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez e outras autoridades cubanas a libertá-lo", em um comunicado publicado no site da entidade.

O artista dissidente "foi privado de sua liberdade apenas por se expressar pacificamente e deve ser libertado imediata e incondicionalmente", afirmou a diretora da AI para as Américas, Erika Guevara.

A ONG denunciou que, desde que foi levado ao hospital, o artista está "sob supervisão ou controle de funcionários da segurança do Estado e com visitas muito restritas de seus familiares diretos".

Além disso, "ele parece não ter acesso a seu telefone ou ao mundo exterior", acrescentou.

A Anistia Internacional já havia convocado apoiadores de Otero na quinta-feira para escrever uma carta a Díaz-Canel pedindo sua libertação.

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