EUA pede 'fim da violência' e 'negociações sérias' no Afeganistão

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(Arquivo) Militares do governo afegão perto do aeroporto durante confronto entre o Talibã e as forças de segurança afegãs em Kunduz

Os Estados Unidos pediram, nesta terça-feira (22), o fim da violência no Afeganistão, da qual consideram que os talibãs são em grande parte responsáveis, três dias antes da visita do presidente afegão Ashraf Ghani à Casa Branca.

"Pedimos às partes que façam negociações sérias para definir um plano político para o futuro do Afeganistão", disse à imprensa o porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Ned Price.

"Continuamos pedindo o fim da violência atual, que é causada em grande parte pelos talibãs", acrescentou, no mesmo dia em que os insurgentes tomaram o controle da principal rota de saída do Afeganistão para o Tadjiquistão, um importante centro das relações econômicas com a Ásia Central, em plena retirada das forças americanas.

"A violência deve acabar", insistiu. "Ainda acreditamos que uma resolução negociada é a única forma de acabar com 40 anos de guerra".

Os talibãs intensificaram suas ofensivas desde maio, no início da retirada dos soldados americanos, que avança rapidamente.

No entanto, o Pentágono insinuou na segunda-feira que essa retirada pode desalecerar para enfrentar os ataques, sem deixar de cumprir o prazo limite de 11 de setembro para uma saída completa das tropas.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, receberá seu homólogo afegão em Washington na sexta-feira, junto com Abdullah Abdullah, encarregado do processo de paz do governo de Cabul.

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