EUA pede que Irã se submeta 'completamente' a controles da AIEA

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Um inspetor da Agência Internacional de Energia Atômica na usina nuclear de Natanz, cerca de 300 km ao sul de Teerã, Irã, 20 de janeiro de 2014

Os Estados Unidos pediram nesta segunda-feira (22) ao Irã que se submeta "completamente" à verificação do seu programa nuclear e expressou preocupação sobre o acordo temporário que Teerã alcançou com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price, elogiou a missão do diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, no Irã, "ao mesmo tempo em que também reiteramos nosso chamado ao Irã para que cumpra plenamente seus compromissos sobre verificação e outros sobre a não proliferação nuclear".

"É claro que estamos preocupados em saber que o Irã pretende interromper a implementação do protocolo adicional e outras medidas esta semana", admitiu a repórteres.

Grossi visitou Teerã para discutir o prazo imposto pelo Parlamento iraniano para deixar de cumprir o chamado protocolo adicional sobre as inspeções da AIEA em suas instalações nucleares, a menos que os Estados Unidos suspendam as sanções impostas durante o governo de Donald Trump.

Sob um acordo alcançado por Grossi, o Irã permitirá que inspetores da AIEA visitem suas usinas nucleares declaradas, mas suspenderá temporariamente "medidas voluntárias de transparência".

A missão de Grossi veio depois que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se ofereceu na semana passada para falar com o Irã sob a égide da União Europeia, em um esforço para recolocar em prática um acordo nuclear que foi abandonado por Trump.

Price criticou o alerta do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, de que o Irã poderia enriquecer urânio até 60%, bem acima do nível atual, mas ainda abaixo do necessário para produzir uma bomba atômica.

"Estamos preocupados com o fato de que, com o tempo, o Irã se afastou de seus compromissos no acordo. Isso, é claro, começou muito antes deste governo", lembrou Price.

“Agora existe uma proposta em cima da mesa”, acrescentou. "Se o Irã retornar ao cumprimento total, estaremos preparados para fazer o mesmo."

"Certamente esperamos que os iranianos tenham vontade de fazê-lo."

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