EUA pede que Moscou se retire 'rapidamente' do Cazaquistão

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O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price (AFP/Andrew Harnik) (Andrew Harnik)

Os Estados Unidos instaram nesta terça-feira (11) a Rússia a retirar "rapidamente" suas forças enviadas ao Cazaquistão a pedido do presidente Kassym Jomart Tokayev após violentos distúrbios.

Washington comemorou o retorno à calma no país da Ásia Central, abalado na semana passada por protestos e distúrbios não vistos desde sua independência em 1991, segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.

Ele também saudou "o anúncio do presidente Tokayev, que disse que as forças de paz da CSTO completaram sua missão", em referência aos quase 2.000 soldados, principalmente russos, da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO) enviados a pedido do presidente cazaque.

"Enquanto as forças da CSTO não se retirarem, continuaremos a pedir que respeitem os direitos humanos e respeitem o seu compromisso de se retirarem rapidamente do Cazaquistão, conforme exigido pelo governo cazaque", acrescentou o porta-voz da diplomacia americana durante uma coletiva de imprensa.

Tokayev afirmou que a retirada do contingente da CSTO começaria em dois dias, que seria "progressiva" e que não duraria mais de 10 dias.

Mas o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, alertou que a saída será feita quando a situação estiver "totalmente estabilizada" e "por decisão" das autoridades cazaques.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, irritou Moscou na semana passada ao declarar que "uma vez que os russos entram em sua casa, às vezes é muito difícil fazê-los sair".

Tokayev, apoiado pela Rússia, chamou os distúrbios de tentativa de golpe que deixou dezenas de mortos, centenas de feridos e cerca de 10.000 pessoas presas.

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