EUA pedem à América Central cooperação contra migração irregular

Por Juan José Rodríguez
Migrantes indianos em um abrigo humanitária na Peñita, Panamá, em 23 de maio de 2019

O secretário interino de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kevin McAleenan, pediu à América Central e à Colômbia, nesta quinta-feira (22) maior cooperação para combater a migração irregular procedente de Ásia e África.

Combater essa migração é "um desafio regional", porque as organizações criminosas "que estamos tentando abordar são transfronteiriças", disse McAleenan.

"A única maneira que podemos conseguir isso é colaborando juntos para compartilhar informação e ações concretas" que permitam "expandir nosso impacto e abordar o fluxo extracontinental", acrescentou.

As declarações de McAleenan foram dadas durante a inauguração de uma reunião com ministros de segurança e responsáveis de migração da América Central e da Colômbia, realizada no Panamá.

Ele reconheceu que os desafios "são diferentes" para cada país, mas se mostrou satisfeito com um maior apoio de Costa Rica, Panamá e Colômbia.

"Acho que, nos últimos dois meses, envolvendo Panamá, Costa Rica e Colômbia, houve um desenvolvimento muito positivo nesta discussão", indicou.

"Ao ser um crime transnacional, devemos trabalhar de maneira conjunta. Não fazemos nada trabalhando cada um de maneira individual", afirmou o diretor de Migração da Colômbia, Christian Krüger, que pediu atenção à migração procedente da Venezuela.

"Pode pôr a região em risco", advertiu.

Os Estados Unidos querem cortar o fluxo de migrantes em situação ilegal que chegam às suas fronteiras pela América do Sul e pela América Central.

Nos primeiros seis meses do ano, mais de 13.600 migrantes de Índia, Camarões, Congo, Angola e Guiné cruzaram essa rota junto com cubanos e haitianos, rumo aos EUA.

Esse aumento de migrantes levou o governo panamenho a habilitar vários centros de ajuda humanitária no país. Nestes locais, os estrangeiros recebem serviços básicos e têm sua saída facilitada para a Costa Rica.