EUA pedem a ONU que coloque entidades norte-coreanas na lista negra por contrabando

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley (D), junto com seu homólogo da Coreia do Sul, Cho Tae-yul, em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, em 29 de novembro de 2017 em Nova York.

Os Estados Unidos pediram nesta sexta-feira (22) às Nações Unidas que incluam na lista negra entidades da Coreia do Norte envolvidas no contrabando de petróleo e carvão, operações que violam as sanções impostas a Pyongyang.

O pedido dos Estados Unidos é feito depois que o presidente Donald Trump anunciou o pacote de sanções "mais severas" contra companhias de transporte norte-coreanas.

A representação americana disse que entregou uma lista ao comitê do conselho de sanções da organização "para pôr fim às atividades de contrabando marítimo ilícito da Coreia do Norte para obter petróleo e carvão".

A missão não deu mais detalhes, mas assegurou que a ação coincidia com uma tomada pelo Departamento do Tesouro americano, que se espera que afete "56 navios, companhias de transporte e negócios comerciais", segundo a Casa Branca.

A imposição de sanções a entidades da Coreia do Norte requer o voto a favor dos 15 membros do Conselho de Segurança, incluindo China, aliado de Pyongyang. Ainda se desconhece quando acontecerá a votação.

"As ações sem precedentes de hoje deixam claro que os Estados Unidos não vão afrouxar com a Coreia do Norte", explicou em um comunicado a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

"Estamos aumentando a pressão contra o regime da Coreia do Norte, e vamos usar todas as ferramentas das quais dispomos, incluindo trabalhar com nossos aliados e através da ONU, para aumentar a pressão até que a Coreia do Norte mude seu rumo", detalhou Haley.