EUA podem retirar manifestantes de embaixada a pedido de Guaidó

Por Ariela NAVARRO
Medea Benjamin, ativista da organización Code Pink fala com jornalistas, entre fotos do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez e do atual líder do país Nicolás Maduro, perto da entrada da embaixada da Venezuela em Washington, em 19 de abril de 2019

A embaixada da Venezuela em Washington, alvo de disputa entre o presidente Nicolás Maduro e o opositor Juan Guaidó, segue ocupada por ativistas chavistas, mas o governo dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira que está disposto a retirar os manifestantes caso o autoproclamado presidente interino e líder da oposição do país solicite.

O representante especial dos Estados Unidos para a Venezuela Elliot Abrams disse que cabe ao representante de Guaidó no país decidir o momento para a saída dos ativistas, que ocupam a embaixada há duas semanas.

"Este é um assunto que deveria ser discutido entre o embaixador (Carlos) Vecchio e as forças de segurança", declarou Abrams à imprensa em Washington, pouco antes de uma manifestação convocada pelos ativistas, que reuniu cerca de 60 pessoas no local, segundo os organizadores.

O prédio da embaixada está coberto de cartazes onde se lê "Tirem as mãos da Venezuela", "Paz", "Não à guerra pelo petróleo" e uma grande faixa amarela em que está escrito "Não ao golpe".

Abrams informou que o local é um "território soberano venezuelano" e disse que os manifestantes, que ocupam o local com a anuência dos diplomatas do governo de Nicolás Maduro, "devem sair".

Um grupo de militantes de várias organizações de esquerda protestam há duas semanas dormindo dentro do edifício de quatro andares para evitar, segundo o grupo pacifista Code Pink, que "a oposição venezuelana tome o local que pertence ao governo eleito".

A sede está fechada ao público desde que a maioria dos diplomatas venezuelanos deixou o país após a perda de suas credenciais, quando o governo americano reconheceu Guaidó como presidente interino.