EUA: polícia oferece recompensas para identificar autores de ataques a centros antiaborto

A polícia federal dos Estados Unidos ofereceu, nesta quinta-feira (19), recompensas por qualquer informação que permita identificar os autores de ataques a centros antiaborto.

O FBI informou que oferece até US$ 25.000 por qualquer informação sobre atos de vandalismo ou incêndios intencionais contra uma dezena de associações familiares ou religiosas que tentam dissuadir as mulheres de abortar. A recompensa também vale para localizar os autores do coquetel molotov lançado contra uma clínica de aborto na Califórnia.

A iniciativa "reflete a determinação" do FBI de investigar todos esses casos, disse seu diretor, Christopher Wray, que prometeu processar todos que se ampararem em pontos de vista extremistas para justificar atos criminosos.

Os atos de vandalismo, que não deixaram vítimas, foram registrados após o vazamento, em 2 de maio, de uma sentença da Suprema Corte dos Estados Unidos que dinamitou o direito ao aborto no país. Desde então, os conservadores afirmam que perceberam um aumento dos ataques a estruturas dos opositores ao aborto e acusam as autoridades de não levá-los tão a sério quanto a violência contra as clínicas que interrompem a gestação.

Na semana passada, os republicanos da Câmara dos Representantes aprovaram uma resolução em que culpam "o governo Biden por não tomar medidas para responder a esses ataques radicais".

Desde 1977, houve 11 assassinatos, 42 atentados a bomba e 196 ataques incendiários contra pacientes, médicos, voluntários ou clínicas que realizam abortos, segundo a Federação Nacional do Aborto, que registra esse tipo de violência.

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