EUA prendem russo vinculado a relatórios ligando Trump a Moscou

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La poignée de main entre le président américain Donald Trump et son homologue russe El presidente de EEUU Donald Trump y el de Rusia Vladimir Putin el 16 de julio de 2018 (AFP/Brendan Smialowski)
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Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira(4) a prisão de um analista russo que foi informante de um ex-espião britânico que reuniu informações não verificadas ligando Donald Trump ao Kremlim.

O Departamento de Justiça acusou Igor Danchenko, 43 anos, de dar falso testemunho perante um grande júri acusando-o de mentir cinco vezes em 2017 sobre "as fontes de certas informações que forneceu" ao ex-oficial do serviço de espionagem britânico MI6 Christopher Steele, de acordo com uma declaração da pasta.

Questionado nesta quinta-feira, Danchenko, ex-assessor para assuntos russos do centro de estudos Brookings Institution, comparecerá a um juiz estadual da Virgínia.

Os processos contra ele fazem parte de uma investigação conduzida pelo Conselheiro Especial John Durham, nomeado no final do mandato de Donald Trump para lançar luz sobre a origem e o manejo da "investigação russa" pelo FBI.

Lançadas durante a campanha presidencial de 2016, as investigações sobre um possível conluio entre Trump e a Rússia sempre foram denunciadas pelo ex-presidente como uma "caça às bruxas" orquestrada por seus oponentes. E, em sua opinião, o "relatório Steele" teve um papel fundamental neste tema.

Nomeado pelos democratas durante a campanha eleitoral de 2016, Christopher Steele compilou informações brutas e não verificadas ligando o candidato Trump à Rússia.

Seu relatório, que continha acusações nunca confirmadas e outras que se revelaram falsas, foi divulgado pelo site de notícias Buzzfeed 10 dias antes da posse de Trump em 20 de janeiro de 2017.

O espião britânico já havia transmitido o relatório ao FBI, que levou em consideração algumas de suas informações para monitorar os parentes de Trump. Mas a investigação do FBI já havia começado antes com base em informações dos serviços de inteligência.

Em maio de 2017, a investigação foi confiada ao promotor especial Robert Muller, que dois anos depois concluiu que havia inúmeras evidências de interferência russa na campanha de 2016, mas não "evidências suficientes" de um acordo entre a Rússia e o entorno de Trump.

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