EUA pressiona Etiópia por 'desastre humanitário' no Tigré

·1 minuto de leitura
Várias pessoas ao lado de uma sepultura coletiva de 81 vítimas no Tigré, em 28 de fevereiro de 2021

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, pressionou a Etiópia nesta segunda-feira (26) a tratar o que ele chamou de um "desastre" humanitário iminente no Tigré, incluindo crescentes temores sobre a fome.

Em um telefonema com o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, Blinken expressou "grande preocupação com o agravamento da crise humanitária e de direitos humanos no país", declarou o Departamento de Estado em um comunicado.

Blinken destacou as tropas da vizinha Eritreia, que pela primeira vez reconheceu sua presença no Tigré no início deste mês e prometeu uma retirada "imediata, completa e verificável".

As forças no Tigré, na Eritreia e na região etíope de Amhara "contribuem para o crescente desastre humanitário e cometem abusos de direitos humanos", disse a nota.

Blinken afirmou que Jeffrey Feltman, um diplomata veterano designado para uma nova função como enviado especial dos Estados Unidos ao Chifre da África, em breve visitará a Etiópia para apresentar seus argumentos.

Vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Abiy, lançou uma ofensiva na região do Tigré em novembro, depois de acusar o partido local de longa data a atacar militares.

Os Estados Unidos são aliados da Etiópia, mas estão cada vez mais preocupados com o que Blinken descreveu anteriormente como "limpeza étnica" no Tigré.

As Nações Unidas disseram que 1,7 milhão de pessoas foram deslocadas do Tigré no final de março e algumas começaram a morrer de fome.

Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU chegou a um consenso para emitir sua primeira declaração sobre a crise, expressando "profunda preocupação" com as violações de direitos.

sct/cl/mls/lda/jc/mvv