EUA pressionam Irã ao mirar em empresas da China e dos Emirados Árabes

Por Arshad Mohammed e Daphne Psaledakis

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos impuseram nesta quinta-feira sanções a companhias chinesas e dos Emirados e a uma rede de empresas iranianas que ajudam na exportação de produtos petroquímicos do Irã, medida que pode aumentar a pressão sobre Teerã para reviver o acordo nuclear iraniano de 2015.

O Departamento do Tesouro norte-americano informou que impôs penalidades a duas empresas com sede em Hong Kong, três no Irã e quatro nos Emirados Árabes Unidos, assim como ao cidadão chinês Jinfeng Gao e ao indiano Mohammed Shaheed Ruknooddin Bhore.

"Os Estados Unidos estão seguindo o caminho da significativa diplomacia para alcançar um retorno mútuo ao cumprimento do Plano Conjunto de Ação Abrangente", disse o subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, Brian Nelson, em comunicado, referindo-se ao acordo nuclear de 2015.

Sob o pacto, o Irã limitou seu programa nuclear para tornar mais difícil obtenção de uma arma nuclear em troca de alívio das sanções dos EUA, da União Europeia e das Nações Unidas, que sufocaram a economia iraniana, fortemente dependente do petróleo.

O então presidente dos EUA, Donald Trump, desistiu do acordo em 2018 e restaurou as sanções norte-americanas, levando o Irã a começar a violar as restrições nucleares cerca de um ano mais tarde. As negociações para reviver o acordo não tiveram sucesso até o momento.

(Reportagem de Arshad Mohammed, em Saint Paul, Minnesota; e de Daphne Psaledakis, em Washington; reportagem adicional de Doina Chiacu, Michael Martina e Kanishka Singh, em Washington; e de Ghaida Ghantous, Andrew Mills; e redação de Dubai)

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