EUA pressionam Ortega para libertar opositores na Nicarágua

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Mais de 170 críticos de Ortega estão presos atualmente na Nicarágua no contexto da crise política que o país vive desde os protestos antigovernamentais de 2018, segundo organismos de direitos humanos e familiares (AFP/Ezequiel BECERRA) (Ezequiel BECERRA)
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Os Estados Unidos pressionam o governo de Daniel Ortega na Nicarágua para libertar de "imediato" todos os opositores presos, um aspecto prioritário para Washington em relação ao país centro-americano, disse nesta segunda-feira (9) uma alta funcionária americana.

Emily Mendrala, vice-secretária adjunta para as Américas no Departamento de Estado americano, disse que o governo de Joe Biden mantém "um nível de comunicação bilateral" com Manágua e segue "pressionando pela libertação dos presos políticos".

"Sem sombra de dúvida, a libertação imediata dos presos políticos nas mãos do regime continua sendo uma das maiores prioridades dos Estados Unidos na Nicarágua", assegurou a diplomata durante um fórum organizado pelo centro de estudos Diálogo Interamericano.

"O regime aprisionou estas pessoas por querer nada mais e exigir nada menos do que democracia, justiça e respeito aos direitos humanos", destacou, denunciando não só "prisões injustas", mas também "condições deploráveis" de privação de liberdade, com negação de acesso a representação legal e medicamentos.

Mais de 170 críticos de Ortega estão presos atualmente na Nicarágua no contexto da crise política que o país vive desde os protestos antigovernamentais de 2018, segundo organismos dos direitos humanos e familiares.

Entre eles, 46 foram detidos antes das eleições de novembro, incluindo sete potenciais adversários eleitorais de Ortega, que acabou elegendo-se para um quarto mandato consecutivo desde 2007, considerado ilegítimo por Estados Unidos, Canadá, União Europeia e a maioria dos países latino-americanos.

Mendrala não confirmou informações publicadas na imprensa de que Laureano Ortega Murillo, filho do presidente nicaraguense e sua esposa e vice-presidente, Rosario Murillo, buscou "discretamente" estabelecer um diálogo com os Estados Unidos para o alívio das sanções impostas à sua família.

"Não comentamos sobre interações específicas entre o governo americano e o regime Ortega-Murillo", assegurou a diplomata.

No entanto, enfatizou que os "Estados Unidos seguem profundamente preocupados com o caminho autoritário que Daniel Ortega e Rosario Murillo decidiram seguir" e estão dispostos a conversar com Manágua para a "restauração democrática" do país.

"Continuamos abertos a discussões francas sobre os passos para voltar às normas democráticas e o respeito aos direitos humanos na Nicarágua, mas (...) o regime Ortega-Murillo não mostrou o propósito sério de um diálogo genuíno", acrescentou.

O jornal The New York Times noticiou na semana passada que um alto funcionário do Departamento de Estado viajou em março para Manágua para se encontrar com Laureano Ortega Murillo, assessor para investimentos e comércio do governo nicaraguense, mas a reunião acabou não se concretizando.

Os Estados Unidos aplicaram sanções a 46 pessoas e nove entidades na Nicarágua desde dezembro de 2017, incluindo vários membros do clã Ortega Murillo. Além disso, adotou medidas para aplicar restrições de vistos a mais de 280 nicaraguenses.

"Continuaremos usando estas ferramentas diplomáticas e econômicas para aumentar a pressão", prometeu Mendrala.

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