EUA pretendem ampliar proibição de laptops em voos

Viajanta líbio embala laptop antes de embarcar para Londres no Aeroporto de Tunes, em 25 de março de 2017

Os Estados Unidos podem ampliar a proibição de embarcar com laptops em voos que entrem no país de determinados aeroportos, afirmou nesta quarta-feira o secretário de Segurança Interior, John Kelly.

A ameaça de uma bomba escondida em um computador exploda "é real", garantiu em uma audiência no Senado.

"Talvez tomemos medidas em um futuro não muito distante para estender (o veto) a outros aeroportos", afirmou.

Os Estados Unidos proibiram no mês passado o embarque com computadores portáteis, tablets e outros dispositivos eletrônicos em voos diretos para os Estados Unidos procedentes de 10 aeroportos, alegando risco de atentados.

Todos os países afetados são aliados ou sócios de Washington: Turquia, Jordânia, Egito, Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Marrocos.

O Reino Unido também adotou medidas parecidas em voos com destino ou procedente de Turquia, Líbano, Jordânia, Egito, Tunísia e Arábia Saudita.

Funcionários especializados em antiterrorismo alertaram que grupos extremistas estão desenvolvendo bombas escondidas nas baterias de aparelhos eletrônicos.

Segundo Kelly, dezenas de células terroristas consideram a possibilidade de executar ataques desse tipo "algum dia".

"Só devemos vigiá-los para ver se passam à ação. É uma ameaça real que existe todo instante", disse o secretário. "Se não podemos frustrar a ameaça, podemos realizar ajustes adicionais em um futuro próximo".