EUA proíbe entrada de ex-presidente de Honduras acusado de corrupção

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Proibidos de entrar nos EUA

O governo americano anunciou, nesta terça-feira (20), que o ex-presidente hondurenho Porfirio "Pepe" Lobo foi impedido de entrar no país, por acusações de receber suborno de traficantes de drogas em troca de favores políticos.

Lobo, que governou Honduras entre 2010 e 2014, sua esposa, Rosa Elena Bonilla Ávila, e sua família direta não podem entrar nos Estados Unidos "por participação em corrupção significativa", disse o secretário de Estado americano, Antony Blinken.

"Seus atos de corrupção minaram a estabilidade das instituições democráticas de Honduras", disse o chefe da diplomacia dos Estados Unidos em nota.

Blinken disse que enquanto estava no cargo, o presidente Lobo aceitou pagamentos do grupo narcotraficante Los Cachiros e que a primeira-dama incorreu em significativos atos de corrupção.

Lobo rejeita categoricamente as acusações.

Também foram proibidos de ingressar nos Estados Unidos: seu filho Fabio Porfirio Lobo, sua filha Ambar Naydee Lobo Bonilla e o caçula, cujo nome não foi informado.

De Tegucigalpa, o ex-presidente Lobo minimizou o impedimento de visitar os EUA, mas criticou o novo julgamento de sua esposa, que começou nesta terça-feira sem a presença da acusada, que alegou problema de saúde.

"Eles vão crucificá-la", disse Lobo aos repórteres.

O Departamento de Estado já havia incluído o ex-presidente Lobo e sua esposa em uma lista de funcionários e ex-funcionários da América Central "corruptos e não democráticos", conhecida como Lista Engel e divulgada no início deste mês.

Lobo então apontava para o atual presidente hondurenho, Juan Orlando Hernández, que foi acusado em um tribunal de Nova York por tráfico de cocaína para os EUA junto com seu irmão Juan Antonio "Tony" Hernández, condenado em março à prisão perpétua.

Durante o julgamento de Tony Hernández, a promotoria disse que Lobo e o atual presidente hondurenho receberam milhões do tráfico de drogas em subornos e financiamento eleitoral.

O governo Biden considera que a corrupção é um fator que impulsiona a migração irregular para os Estados Unidos, fenômeno que se agravou nos últimos meses com a chegada de centenas de milhares de centro-americanos à fronteira sul do país.

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