EUA: procurador-geral vê sérias irregularidades em prisão onde magnata morreu

(Arquivo) O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr

O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, afirmou nesta segunda-feira (12) ter sido informado sobre "graves irregularidades" na prisão federal de Nova York, onde o investidor Jeffrey Epstein foi encontrado morto, aparentemente após cometer suicídio, e prometeu investigar eventuais cúmplices de seus abusos sexuais contra menores.

Barr, que tinha anunciado no sábado a abertura de duas investigações sobre a morte de Epstein, aparentemente um suicídio, disse que se sentiu "extremamente aborrecido" ao saber das falhas "para proteger adequadamente" a prisão, depois que vários meios de comunicação informaram que Epstein, aguardando julgamento por tráfico e abuso sexual de menores, não era monitorado adequadamente.

A imprensa americana reportou no domingo que o magnata, um dos presos mais importantes do país, tinha ficado sozinho em sua cela, embora devesse estar sempre acompanhado, e que as rondas previstas a cada 30 minutos não tinham sido cumpridas.

Epstein já havia sido encontrado inconsciente e com marcas no pescoço em sua cela, em 23 de julho, após uma aparente tentativa de suicídio. Contudo, não foi aplicada a vigilância anti-suicídio a ele - uma decisão que despertou indignação no dia seguinte a sua morte.

"Iremos até o fundo das coisas (...) e haverá responsáveis" identificados, garantiu Barr após um fim de semana repleto de teorias da conspiração - algumas citadas por Donald Trump.

Muitas dessas teorias insinuam que a morte de Epstein envolveria figuras poderosas relacionadas e ele, do príncipe Andrew da Inglaterra ao ex-presidente Bill Clinton.

As causas da morte ainda não foram oficialmente confirmadas. Após a autópsia, o legista de Mangattan optou por preservas suas conclusões à espera de "mais informações".

Epstein, de 66 anos foi encontrado morto na prisão por volta de 6h30 no horário local no sábado no Metropolitan Correctional Center - prisão de segurança alta -, onde esperava por um julgamento que começaria pelo menos em junho de 2020.

Barr reiterou nesta segunda o que já tinha afirmado ao procurador federal de Manhattan no sábado: "a investigação continuará contra qualquer um que tiver sido cúmplice de Epstein.