EUA punem empresas e indivíduos de 10 países por colaborarem com o Irã

O presidente americano, Donald Trump, em Washington DC, em 22 de fevereiro de 2017

Os Estados Unidos aprovaram sanções contra 30 empresas e pessoas de 10 países, sobretudo da China, acusados de terem colaborado com os programas de armamento do Irã e da Coreia do Norte, anunciou nesta sexta-feira o Departamento de Estado.

Essas medidas punitivas, que também atingem entidades que compraram ou venderam bens e/ou serviços à Síria, foram tomadas na terça-feira no contexto de uma legislação sobre sanções referente à não proliferação contra Irã, Coreia do Norte e Síria e conhecida por seu acrônimo INKSNA.

Desse modo, onze pessoas jurídicas e físicas foram sancionadas por terem "transferido elementos sensíveis para programas de mísseis balísticos de Irã", segundo o comunicado do Departamento de Estado.

Entre esses indivíduos e entidades se encontram nove empresas, organizações e pessoas físicas da China, um caso norte-coreano e outro nos Emirados Árabes Unidos.

Os Estados Unidos, que suspenderam a maior parte de suas sanções ao Irã após o acordo internacional de julho de 2015 sobre seu programa nuclear, manteve medidas de represália pelo programa de mísseis balísticos de Teerã.

"A proliferação da tecnologia de mísseis iranianos alimenta muito as tensões regionais", afirmou o Departamento de Estado, que acusa, por exemplo, Teerã de apoiar militarmente os rebeldes xiitas huthis no Iêmen.

Por outro lado, 19 empresas e indivíduos - sobre os quais o Departamento de Estado não deu detalhes - foram sancionados por terem vendido ou comprado do Irã, da Coreia do Norte ou da Síria bens, serviços ou tecnologias proibidas pelos Estados Unidos.

Alguns "bens podem servir materialmente para desenvolver armas de destruição em massa ou a proliferação de mísseis", acrescentou o Departamento de Estado.

Irã e Síria, juntamente com o Sudão, aparecem na lista negra do Departamento de Estado de países que apoiam o terrorismo.