EUA quer 'desescalada' após morte de general iraniano, afirma Pompeo

(Arquivo) O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse que os EUA estão "comprometidos com a desescalada", após a morte do general iraniano Qassem Soleimani, em um ataque orquestrado por Washington

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse nesta sexta-feira (3) que os Estados Unidos estão "comprometidos com a desescalada", após a morte do general iraniano Qassem Soleimani em um ataque orquestrado por Washington.

No Twitter, Pompeo disse que conversou com seus homólogos chinês, britânico e alemão sobre a "decisão de Donald Trump de eliminar Soleimani em resposta às ameaças iminentes às vidas de americanos".

"Grato aos nossos aliados por reconhecerem as contínuas ameaças agressivas representadas pelas forças iranianas Al-Quds", tuitou Pompeo, ressaltando que conversou sobre o ataque com seu homólogo britânico, Dominic Raab, e o responsável pelas questões diplomáticas do Partido Comunista Chinês (PCC), Yang Jiechi.

"Os Estados Unidos seguem comprometidos com a desescalada", frisou.

Pompeo afirmou ainda que Soleimani planejava uma ação iminente que ameaçava a vidas de centenas de americanos.

"Estava ativamente tramando na região para tomar ações, uma ação importante, como ele mesmo descreveu, que teria colocado dezenas, ou centenas, de vidas americanas em perigo", disse ao canal CNN.

"Sabemos que era iminente", completou, sem revelar detalhes sobre a suposta operação planejada.

Na quinta à noite, Pompeo postou um vídeo no Twitter, no qual, segundo ele, veem-se iraquianos "dançando na rua" para celebrar a morte de Soleimani.

Líder dos Guardiães da Revolução, o poderoso general iraniano morreu em um bombardeio americano em Bagdá.

O Pentágono anunciou que Trump deu diretamente a ordem de "matar" Soleimani.