EUA quer que Panamá pare de ser visto como um 'lugar onde se esconde dinheiro'

Os Estados Unidos querem que o Panamá seja retirado das listas de paraísos fiscais e deixe de ser visto como um "lugar onde se esconde dinheiro", declarou nesta terça-feira (22) a nova embaixadora americana, Mari Carmen Aponte.

"É muito importante que saibamos que não temos interesse nenhum em que o Panamá seja conhecido como um lugar onde se esconde dinheiro", disse Aponte em sua primeira coletiva de imprensa no país centro-americano, um dia depois de apresentar credenciais ao presidente panamenho, Laurentino Cortizo.

O Panamá está na chamada "lista cinza" do Grupo de Ação Financeira (Gafi) e trabalha para melhorar seus sistemas contra a lavagem de dinheiro. Está também na lista de "paraísos fiscais" da União Europeia.

"Há todas essas indicações que o Gafi fez, que a União Europeia faz. É muito importante para nós apoiarmos o Panamá para que ele saia dessas listas", afirmou a embaixadora.

Advogada e diplomata nascida em Porto Rico, Aponte foi nomeada pelo presidente americano, Joe Biden, para este cargo que estava vago havia quatro anos.

Após a renúncia do embaixador John D. Feeley em 2018, Washington não designou um sucessor em sinal de incômodo com o Panamá por ter rompido laços diplomáticos com Taiwan para estabelecer relações com a China.

Aponte disse também que os EUA podem ajudar o Panamá na luta contra a corrupção e no combate à migração irregular, "um dos grandes desafios da região".

A nova embaixadora afirmou que carecia de "conhecimentos específicos" sobre o programa para eliminar armas químicas deixadas pelo exército dos Estados Unidos depois de entregar as bases militares e o canal interoceânico ao Panamá, em 1999.

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