EUA quer reposicionar forças na região do Afeganistão após deixarem o país

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(Arquivo) O general Kenneth F. McKenzie, do Corpo de Fuzileiros Navais, comandante do Comando Central dos EUA, em Arlington, Virginia, em 13 de março de 2020

Os Estados Unidos planejam iniciar negociações para reposicionar algumas de suas forças nos territórios vizinhos ao Afeganistão após a retirada do país, indicou nesta terça-feira (20) o comandante militar de Washington para a região.

"Estamos planejando para o futuro continuar as operações de contraterrorismo na região, garantindo que as organizações extremistas violentas que lutam por sua existência dentro do Afeganistão permaneçam sob vigilância e pressão persistentes", disse o chefe do Comando Central, Kenneth McKenzie, em uma audiência no Congresso.

O presidente Joe Biden prometeu retirar a última das tropas norte-americanas do Afeganistão, uma força atualmente composta por cerca de 2.500 soldados, em um prazo de seis meses, para pôr fim à presença dos EUA no país duas décadas após a invasão em função dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Porém, a coalizão liderada pelos EUA no Afeganistão teme que, uma vez que eles se retirem, os grupos extremistas que operam no Afeganistão, como a Al Qaeda e o Estado Islâmico, possam ressurgir de forma que um governo afegão enfraquecido não seria capaz de impedir.

McKenzie afirmou que o Pentágono está estudando suas opções para continuar monitorando e potencialmente atacando esses grupos a partir de países vizinhos.

"Se sair do Afeganistão e quiser voltar para realizar esse tipo de operação, há três coisas que deve fazer: precisa encontrar o alvo, acertar o alvo e ser capaz de finalizar o alvo", disse ele na audiência.

Todos os três exigem forte apoio de inteligência, apontou ele, tornando mais difícil fazê-lo de fora do Afeganistão, mas "não impossível".

McKenzie não citou nenhum dos países considerados. "Vamos olhar para todos os países da região, nossos diplomatas se comunicarão e falaremos sobre os lugares onde podemos basear" os recursos americanos, explicou ele ao Comitê de Serviços Armados da Câmara de Representantes.

"No momento, não temos nenhum desses acordos", acrescentou.

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