EUA reforçam confiança no sistema eleitoral do Brasil e defendem que instituições cumpram a Constituição

O governo dos Estados Unidos saiu em defesa, pelo segundo dia consecutivo, do sistema eleitoral brasileiro, após o presidente Jair Bolsonaro colocar sob suspeita o sistema eletrônico de votação. Nesta quarta-feira, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, afirmou que as eleições devem ser conduzidas de forma “livre, justa e confiável”, seguindo o que diz a Constituição.

Em conversa com jornalistas, Price lembrou que, no ano passado, autoridades americanas conversaram privadamente com funcionários brasileiros sobre o assunto. Ele afirmou que a visão do governo dos EUA é que o sistema eleitoral é conduzido por pessoas capacitadas e instituições democráticas que servem de modelo para outras nações.

— Como um parceiro democrático do Brasil, vamos acompanhar as eleições de outubro com grande interesse e expectativa total que sejam conduzidas de forma livre, justa e confiável, com todas as instituições agindo segundo seu papel constitucional — declarou o porta-voz.

Na segunda-feira passada, Bolsonaro se reuniu com cerca de 70 embaixadores estrangeiros, incluindo o encarregado de negócios da embaixada americana em Brasília, Douglas Koneff. O presidente repetiu as críticas que têm feito a ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que falta transparência ao sistema de urnas eletrônicas.

No dia seguinte, a embaixada dos EUA divulgou uma nota dizendo que o sistema eleitoral brasileiro é um exemplo para o mundo. O texto reafirma que o governo americano confia “na força das instituições brasileiras”.

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