EUA rejeitam pedido do Haiti por tropas após assassinato do presidente

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Por Steve Holland e Andre Paultre

WASHINGTON/PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - Os Estados Unidos rejeitaram na sexta-feira o pedido do Haiti por tropas para ajudar a assegurar infraestruturas-chave após o assassinato do presidente Jovenel Moise por supostos mercenários estrangeiros, apesar de ter prometido ajudar as investigações.

O ministro das Eleições do Haiti, Mathias Pierre, disse que um pedido aos EUA por auxílio para assegurar o país foi mencionado em uma conversa entre o primeiro-ministro interino haitiano, Claude Joseph, e o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, na quarta-feira. O Haiti também fez um pedido por forças de segurança ao Conselho de Segurança da ONU, disse Pierre.

Mas uma autoridade sênior do governo dos EUA disse que não "há planos para oferecer assistência militar neste momento".

Uma carta do gabinete de Joseph à embaixada dos EUA no Haiti, de quarta-feira e vista pela Reuters, pediu o envio de tropas para ajudar a polícia nacional a restabelecer a segurança e proteger infraestruturas-chave ao redor do país após o assassinato de Moise.

Uma carta parecida, também de quarta-feira e vista pela Reuters, foi enviada ao escritório da ONU no Haiti.

"Estamos em uma situação em que acreditamos que a infraestrutura do país --o porto, o aeroporto e a infraestrutura de energia-- podem ser alvos", disse Pierre à Reuters.

Os Estados Unidos e a Colômbia disseram que enviariam autoridades de segurança e inteligência para ajudar o Haiti após vários de seus cidadãos serem presos pelo assassinato de Moise.

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