EUA renova advertência sobre extremismo interno com alívio de restrições anticovid

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A segurança foi reforçada em Washington com barreiras e guardas nacionais após o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro

O Departamento de Segurança Interna americano (DHS) emitiu uma nova advertência sobre o terrorismo doméstico nesta sexta-feira (14), destacando que extremistas violentos poderiam aproveitar a flexibilização das restrições anticovid para realizar ataques.

Em uma atualização de um alerta emitido em janeiro após o ataque ao Capitólio, sede do Congresso americano, por partidários do então presidente Donald Trump, o DHS disse que o país enfrenta ameaças "cada vez mais complexas e voláteis" de extremistas antigovernamentais e com motivações raciais, frequentemente provocadas por influências on-line do exterior.

"Estamos aconselhando o público a ficar atento às ameaças em curso contra os Estados Unidos, inclusive as representadas pelo terrorismo interno, a violência baseada em afrontas e as inspiradas ou influenciadas por terroristas estrangeiros e outras influências estrangeiras malignas", destacou o secretário de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas.

A advertência oficial ocorre em um momento em que o país elimina muitas restrições que estavam em vigor pela pandemia e depois que Washington abrandou as medidas de segurança implementadas após o ataque de 6 de janeiro ao Capitólio.

Estas medidas incluíram milhares de soldados da Guarda Nacional mobilizados nas ruas da capital e barreiras ao redor de edifícios-chave.

"Extremistas violentos podem tentar explorar a flexibilização das restrições relacionadas com a covid-19 nos Estados Unidos para executar ataques contra uma gama mais ampla de objetivos depois que os limites prévios de capacidade pública reduziram as oportunidades de ataques letais", detalhou o aviso.

As narrativas falsas e as teorias de conspiração continuam florescendo on-line, acrescentou.

Alguns "convocaram à violência contra funcionários eleitos, representantes políticos, instalações governamentais, forças de ordem, instalações religiosas ou comerciais, e pessoas percebidas como opostas ideologicamente", destacou.

O alerta também advertiu que os meios de comunicação vinculados aos governos de Rússia, China e Irã continuarão agitando e amplificando as teorias da conspiração nas redes sociais "para semear discórdia".

Por exemplo, enumerou, têm promovido histórias falsas sobre as vacinas contra a covid e incentivado a violência contra pessoas de ascendência asiática.

Por último, o DHS destacou os esforços contínuos dos grupos extremistas Estado Islâmico e Al-Qaeda para inspirar extremistas locais a executarem ataques.

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