EUA retomam assistência a palestinos e fornecerão US$235 milhões em ajuda

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Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken

WASHINGTON (Reuters) - O governo Biden anunciou nesta quarta-feira que planeja fornecer 235 milhões de dólares em ajuda norte-americana aos palestinos, reativando fundos para a agência de refugiados das Nações Unidas e restaurando outras formas de assistência suspensas pelo então presidente Donald Trump.

O pacote, que inclui ajuda humanitária, econômica e de para o desenvolvimento, foi detalhado pelo secretário de Estado, Anthony Blinken, como parte de um esforço para consertar os laços dos Estados Unidos com os palestinos, que quase se romperam durante a gestão de Trump.

Ele marca a medida mais significativa do presidente democrata Joe Biden, desde que tomou posse, em 20 de janeiro, no que diz respeito à sua promessa de anular alguns componentes da abordagem de seu antecessor republicano que os palestinos criticaram por considerarem altamente favoráveis a Israel.

O plano prevê 150 milhões a serem canalizados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), 75 milhões de dólares de assistência norte-americana para economia e desenvolvimento e 10 milhões de dólares para programas de fomento da paz, disse Blinken em um comunicado.

O novo governo já havia prometido reativar centenas de milhões de dólares de assistência e trabalhar pela reabertura da missão diplomática dos palestinos em Washington.

Os assessores de Biden também sinalizaram que querem restabelecer o objetivo de uma solução negociada de dois Estados como uma prioridade da política norte-americana para o conflito israelo-palestino.

(Por Doina Chiacu e Daphne Psaledakis)