EUA sanciona dois filhos do líder da junta militar de Mianmar

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Manifestação contra a junta birmanesa, com forte presença feminina, dia 8 de março de 2021

Os Estados Unidos anunciaram sanções nesta quarta-feira (10) contra dois filhos do chefe da junta militar de Mianmar, Min Aung Hlaing, pelo golpe e pela violência contra os manifestantes da oposição.

"O Tesouro tomou essas medidas em resposta ao golpe militar contra o governo democraticamente eleito" em Mianmar e "sua matança brutal de manifestantes pacíficos", informou o departamento em um comunicado.

Mianmar se viu imersa em uma violenta tempestade política desde o mês passado, quando os militares derrubaram e prenderam a líder civil Aung San Suu Kyi e protestos eclodiram em todo o país exigindo o retorno à democracia.

Os filhos do chefe da junta militar, Aung Pyae Sone e Khin Thiri Thet Mon, têm várias empresas que se beneficiaram diretamente "da posição e da influência maligna de seu pai", disse o comunicado.

Como sanção, os Estados Unidos congelaram todos os ativos que ambos possam ter em seu território.

Washington já havia aplicado sanções contra altos funcionários, incluindo o próprio Min Aung Hlaing, o líder militar e governante principal do regime.

"As forças de segurança de Mianmar, a pedido de líderes militares, atacaram de forma brutal e letal os manifestantes desarmados desde o golpe. Condenamos esses ataques horríveis", acusou o secretário de Estado, Antony Blinken, em um comunicado.

Blinken acrescentou que as últimas sanções visam fazer com que “os responsáveis pelo golpe e todos aqueles que se beneficiaram financeiramente de suas ligações com o regime militar” prestem contas por seus atos.

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