EUA sanciona juíza e promotor venezuelanos por condenarem seis ex-executivos da Citgo

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Seis ex-executivos do Citgo, filial da empresa estatal de petróleo venezuelana PDVSA nos Estados Unidos, foram condenados em Caracas a penas de prisão de 8 a 13 anos

Os Estados Unidos sancionaram nesta quarta-feira (30) uma juíza e um promotor da Venezuela que prenderam seis executivos da empresa de petróleo venezuelana Citgo, que alegam ser vítimas de um falso julgamento.

O departamento do Tesouro afirmou ter congelado todos os ativos e criminalizou as transações financeiras nos Estados Unidos da juíza Lorena Carolina Cornielles Ruiz e do promotor Ramón Antonio Torres Espinoza.

Os dois estiveram por trás do julgamento no qual seis ex-executivos da Citgo, filial da empresa nacional de petróleo venezuelana PDVSA, foram condenados no mês passado à prisão.

As famílias dos seis dizem que foram chamados à Venezuela e presos em novembro de 2017 por acusações de lavagem de dinheiro, que eles consideram ridículas. Afirmam que são vítimas da corrupção e do viés judicial do governo do presidente Nicolás Maduro.

"A injusta prisão e condenação dessas seis pessoas americanas demonstram como a corrupção e o abuso de poder estão profundamente enraizados nas instituições da Venezuela", disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, ao anunciar as sanções.

O ex-presidente da Citgo, José Pereira Ruimwyk, um venezuelano com residência nos Estados Unidos, foi condenado a 13 anos de prisão e multado em 2 milhões de dólares.

Os outros cinco, todos diretores da Citgo e com dupla nacionalidade venezuelana-americana, foram condenados a 8 anos e 10 meses de prisão.

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