EUA sanciona por 'corrupção' o ex-presidente paraguaio Cartes

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O governo de Joe Biden acusou o ex-presidente paraguaio Horacio Cartes de "corrupção" e vetou sua entrada nos Estados Unidos, informou nesta sexta-feira (22) o Departamento de Estado.

Cartes, um rico empresário do setor de tabacaria, governou o Paraguai entre 2013 e 2018 pelo conservador Partido Colorado.

Washington o imputou "por corrupção significativa" ao ter "obstruído uma importante investigação internacional sobre um crime transnacional para proteger a si mesmo e a seu cúmplice de um possível julgamento e danos políticos", garantiu o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, sem identificar o cúmplice.

Estas ações "minaram a estabilidade das instituições democráticas do Paraguai ao contribuir para a percepção pública de corrupção e impunidade no gabinete do presidente", conclui.

Além disso, "permitiram e perpetuaram a participação recentemente documentada de Cartes com organizações terroristas estrangeiras e outras entidades designadas pelos Estados Unidos". Isto afeta, segundo Blinken, a segurança dos Estados Unidos contra a criminalidade e o terrorismo transnacional e "ameaça a estabilidade regional".

O ex-presidente paraguaio foi imputado com base na seção 7031(c), o que significa que não poderá entrar nos Estados Unidos.

O Departamento de Estado também imputou a três de seus filhos: Juan Pablo Cartes Montaña, Sofía Cartes Montaña e María Sol Cartes Montaña.

No comunicado, o governo americano defende que aqueles que abusam das funções públicas em benefício próprio devem ser sancionados.

Horacio Cartes é alvo de um mandado de prisão expedido por um juiz brasileiro por suposta lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato.

Seu nome também figura nos documentos divulgados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) que apontam para dirigentes e ex-presidentes de todo o mundo, acusados de recorrer a paraísos fiscais para ocultar centenas de milhões de dólares.

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