EUA sancionam 271 cientistas sírios que trabalharam com armas químicas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo do presidente americano, Donald Trump, sancionou 271 cientistas ligados ao regime do ditador sírio, Bashar al-Assad, em resposta a um ataque químico realizado no início deste mês no noroeste da Síria.

"Essas sanções têm como alvo o centro científico que dava suporte ao terrível ataque com armas químicas do ditador Assad contra civis inocentes, homens, mulheres e crianças", afirmou nesta segunda-feira (24) o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

Segundo o Departamento do Tesouro, os cientistas sancionados são especialistas em química do Centro de Pesquisa e Estudos Científicos da Síria, tendo integrado o "programa de armas químicas" desde ao menos 2012.

As medidas envolvem o congelamento de todos os ativos nos EUA desses funcionários, além da proibição para qualquer indivíduo ou empresa americana de fazer negócios ou acordos com os sancionados.

Assad nega envolvimento no ataque químico, que deixou mais de 80 mortos e gerou indignação da comunidade internacional. Trump chegou a lançar mísseis contra o território sírio, algo inédito na guerra civil iniciada em 2011.

Exames conduzidos pela OPAQ (Organização para a Proibição de Armas Químicas) atestaram a presença de gás sarin em dez vítimas do ataque à cidade de Khan Sheikhun.