EUA sancionam ucranianos envolvidos em campanha contra Biden

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Rudy Giuliani, advogado de Trump, usou fontes ucranianas agora penalizadas por Washington para prejudicar o democrata Joe Biden

Os Estados Unidos sancionaram nesta segunda-feira (11) quatro ucranianos que colaboraram com Rudy Giuliani, advogado do presidente Donald Trump, na tentativa de difamar Joe Biden na campanha eleitoral.

Três ex-funcionários do governo e um legislador da Ucrânia foram considerados parte de uma tentativa liderada pelo "agente russo" Andrii Derkach de minar a campanha presidencial do democrata Biden, disse o Departamento do Tesouro em uma nota.

Todos os quatro tiveram contato ou se encontraram com Giuliani no final de 2019, quando o advogado americano buscava evidências de que Joe Biden e seu filho, Hunter, estavam envolvidos em casos de corrupção na Ucrânia.

A tentativa ocorreu enquanto o próprio Trump enfrentava um impeachment por supostamente pressionar o governo ucraniano a fornecer informações para prejudicar Biden.

Junto com o russo Derkach, os quatro ucranianos "coordenaram a disseminação e promoção de alegações fraudulentas e infundadas envolvendo um candidato político americano", afirmou o Departamento do Tesouro.

Buscaram constantemente alimentar relatos de que "funcionários dos EUA estavam envolvidos em negócios corruptos com a Ucrânia", explica o comunicado.

O Departamento do Tesouro também penalizou três outros parceiros de Derkach e quatro veículos de imprensa ucranianos utilizados para "espalhar narrativas falsas".

Os sancionados terão seus ativos nos Estados Unidos congelados e empresas americanas ficarão proibidas de fazer negócios com eles.

Derkach teve um papel importante nos esforços de Trump e Giuliani para atacar Biden em 2019, um ano antes da eleição.

O advogado viajou para a Ucrânia e se reuniu com Derkach e sua equipe, além de aparecer ao lado do russo na rede de notícias pró-Trump One America para dizer que Biden estava envolvido em corrupção no Leste Europeu.

Giuliani continuou a usar essas reuniões e o material gerado para tentar difamar Biden em 2020, até que o Departamento do Tesouro sancionou Derkach em setembro e o considerou um agente russo.

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