EUA sancionará funcionários da China caso interfiram na eleição do dalai lama

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O líder espiritual tibetano, o Dalai Lama, recebe os legisladores Nancy Pelosi e Jim Sensenbrenner, quando uma delegação do Congresso americano o visitou em sua casa de exílio na Índia, em 2017

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma lei que autoriza sanções contra funcionários chineses, se interferirem na seleção do próximo dalai lama dos budistas tibetanos.

Por uma esmagadora maioria, o Congresso americano aprovou a Lei de Apoio ao Tibete, em meio a uma crescente preocupação de que Pequim tente impor um sucessor do líder espiritual de 85 anos, com o objetivo de enfraquecer o movimento por maiores liberdades na região do Himalaia.

Em janeiro, depois que a Câmara dos Representantes aprovou a lei, Pequim disse que a iniciativa "interfere grosseiramente nos assuntos internos da China".

Promovida por democratas e republicanos, a lei estabelece que, segundo a política dos Estados Unidos, a seleção, educação e veneração do dalai lama e de outros monges respeitados são "assuntos exclusivamente espirituais que devem ser realizados pelas autoridades religiosas adequadas dentro da tradição budista tibetana".

Sendo assim, os Estados Unidos vão impor sanções aos funcionários "que interferirem diretamente na identificação e instalação do futuro 15º Dalai Lama do budismo tibetano".

A lei também proíbe os Estados Unidos de abrirem novos consulados na China até que se permita um na capital do Tibete, Lhasa, e autoriza o financiamento de grupos que promovam a preservação da cultura, da educação e da sustentabilidade ambiental na região do Himalaia.

A Campanha Internacional pelo Tibete, uma organização próxima ao Dalai Lama, estimou que a lei demonstra que "a comunidade internacional (...) será contra os abusos dos direitos humanos da China no Tibete".

O 14º dalai lama, vencedor do prêmio Nobel da Paz, considerou quebrar a tradição, nomeando seu próprio sucessor, provavelmente uma menina, enquanto está vivo.

Em 1995, Pequim prendeu um menino de seis anos reconhecido pelo dalai lama como a reencarnação do Panchen Lama, outra posição tibetana de muita influência.

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