EUA: senadores votam projeto para restringir armas de fogo sem proibir fuzis de assalto

Os senadores americanos chegaram a um acordo nesta terça-feira (21) sobre um projeto de lei para restringir o acesso a armas de fogo, em resposta à onda de violência armada que toma conta do país.

Os congressistas definiram um pacote de reformas limitado, mas considerado como o primeiro controle federal significativo às armas de fogo dos últimos 30 anos.

O grupo bipartidário que trabalhava há semanas na redação do projeto está confiante de que terá apoio suficiente da ala democrata e republicana.

"Esta legislação bipartidária de segurança de armas é um avanço e salvará vidas. Embora não seja tudo o que queremos, essa legislação é necessária e urgente", disse o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, em um comunicado.

Biden havia pedido a proibição total dos rifles de assalto. Chris Murphy, senador que lidera as negociações pelos democratas, elogiou o projeto de lei, que chamou de "legislação mais significativa contra a violência armada em quase 30 anos".

Os legisladores trabalharam durante semanas sob pressão. A votação era urgente diante das tragédias que ocorreram recentemente no país: entre elas , o tiroteio de Uvalde, Texas, com 19 crianças assassinadas, e o de Buffalo, Nova York, com 10 pessoas negras mortas em um supermercado, ambos em maio.

A última legislação federal americana relevante de controle de armas foi aprovada em 1994, proibindo a fabricação para uso civil de rifles de assalto e pentes de munição de grande capacidade.


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