EUA: Suprema Corte e Senado vão em direções opostas sobre controle de armas

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que os americanos têm o direito fundamental de portar uma arma em público no estado de Nova York. Já o Senado aprovou o projeto de lei para restrição do porte, que deve passar pela Câmara dos Representantes nesta sexta-feira (24).

A decisão de 6 a 3 derruba uma lei de mais de um século de Nova York que exigia que uma pessoa provasse que tinha uma legítima necessidade de autodefesa para receber uma permissão para portar uma arma fora de casa. O parecer histórico tem implicações de longo alcance, para estados e cidades de todo o país que enfrentam um aumento na violência armada.

Cinco outros estados, incluindo a Califórnia e Washington, a capital do país, têm leis semelhantes e a decisão vai limitar a capacidade de restringir que as pessoas portem armas em público.

Senado aprova restrições

Já o Senado dos EUA avançou na noite desta quinta-feira (23) contra a chamada epidemia de massacres armados, ao aprovar algumas restrições à venda de armas e destinar verbas para a saúde mental e segurança escolar.

As normas, que devem ser ratificadas pela Câmara dos Representantes nesta sexta-feira, não atendem às demandas dos críticos das armas e do presidente Joe Biden, mas são consideradas um avanço, após quase 30 anos de inércia no Congresso.

Supremo em direção oposta

Biden lamentou a decisão da Suprema Corte a respeito de Nova York, dizendo que ela contradiz o bom senso e a Constituição. "Devemos fazer mais como sociedade – não menos – para proteger nossos compatriotas americanos", disse. "Peço aos americanos em todo o país que debatam sobre a segurança das armas."

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, classificou a decisão como "vergonhosa".

Adolescentes assassinos


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