EUA suspeitam que a Síria recebeu ajuda em ataque químico

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(4 abr) Hospital destruído no suposto ataque químico em Khan Sheikhun

A Síria pode ter recebido ajuda para realizar o suposto ataque químico na cidade rebelde de Khan Sheikhun, informaram funcionários americanos, que se abstiveram de acusar a Rússia de cumplicidade.

'Suspeitamos que os ajudaram", afirmaram os altos funcinários, referindo-se ao suposto ataque químico atribuído ao governo de Bashar al Assad.

"No mínimo, os russos fracassaram em controlar a atividade do regime sírio", afirmaram as fontes sob a condição de anonimato.

"Sabemos que os russos têm especialistas em armas químicas no país. Não podemos falar abertamente de qualquer cumplicidade entre russos e o regime sírio neste caso, mas estamos avaliando cuidadosamente qualquer informação que possa implicar que os russos sabiam ou ajudaram no ataque", acrescentaram.

Outro funcionário comentou como os militares russos estavam a par do dia a dia nas operações em Al Shayrat, apesar de não poder dizer se os russos sabiam que o avião sírio que comenteu o ataque carregava armas químicas.

Da mesma forma, as fontes indicaram que um drone da Rússia ou da Síria foi visto vigiando um hospital destruído em consequência do ataque químico.

"Não sabemos quem lançou isso", afirmou o primeiro funcionário. "Mas o fato de que alguém tenha atacado o hospital, potencialmente para esconder evidência de um ataque químico... é uma pergunta na qual estamos muito interessados".