EUA suspende financiamento de projetos na Síria

Por Sylvie LANTEAUME
Militares russos montam guarda na cidade de Aleppo, no nordeste da Síria, em 16 de agosto de 2018.

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira a suspensão de uma verba de 230 milhões de dólares para projetos de estabilização na Síria, argumentando que houve um aumento da participação de outros países.

Mas funcionários americanos negaram que o pais esteja abandonando a Síria, ao garantir que Washington apoiará a reconstrução a longo prazo sob o mapa da paz de Genebra de 2012, que exige uma transição política em Damasco, algo rejeitado pelo presidente Bashar al-Assad e seus aliados russos.

"Após as contribuições de parceiros-chave, o secretário de Estado (Mike) Pompeo autorizou ao departamento de Estado reorientar cerca de 230 milhões de dólares do Fundo de Estabilização para a Síria", revelou a porta-voz Heather Nauert.

O presidente Donald Trump havia pedido insistentemente a aliados e parceiros "incrementar a divisão do peso" no país devastado pela guerra, disse Nauert.

A Arábia Saudita anunciou nesta sexta-feira uma contribuição adicional de 100 milhões de dólares para projetos da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos para estabilizar o nordeste da Síria, recuperado das mãos do grupo Estado Islâmico (EI).

A contribuição saudita é destinada à áreas do nordeste da Síria, agora controladas pelas forças árabe-curdas apoiadas pela coalizão internacional contra o EI.

Emirados Árabes Unidos se comprometeram a contribuir com 50 milhões de dólares na reunião de 12 de julho em Bruxelas sobre o combate ao EI.

"Isto nos permite liberar nossos dólares procedentes de impostos e destiná-los a outras prioridades da política externa", assinalou a porta-voz.

A suspensão da verba americana não envolverá a ajuda humanitária.