EUA suspendem restrição de entrada a noivos e acompanhantes de menores

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os Estados Unidos expandiram sua lista de exceções de interesse nacional (NIE, na sigla em inglês), ou seja, pessoas que podem entrar no país apesar das restrições de viagem impostas para conter a entrada de novas variantes do coronavírus. A nova medida do Departamento de Estado, anunciada na quinta (8), se aplica a estrangeiros que estejam noivos de cidadãos americanos, tenham um possível empregador com sede no país, sejam acompanhantes de menores de idade em condições específicas ou trabalhem no setor de aeronáutica. Atualmente, o bloqueio funciona para a maioria dos cidadãos não americanos que estiveram nos últimos 14 dias no Brasil, na China, no Irã, na África do Sul, no Reino Unido, na Irlanda e nos 26 países europeus da zona Schengen (de livre circulação). Entre os chamados "visitantes de intercâmbio", estão na lista de exceções cuidadores de crianças com deficiência ou necessidades médicas especiais e cuidadores de menores de idade cujos pais são profissionais de saúde na linha de frente da Covid-19 ou pesquisadores da área. Estagiários e trainees em programas patrocinados por agências governamentais americanos também passam a poder entrar. Professores especializados, que possuem um diploma equivalente a um bacharel nos EUA em educação ou na área acadêmica em que pretendem lecionar, podem ingressar no programa americano de professores, o que os isentará da proibição. Os candidatos devem ter pelo menos dois anos de experiência e devem "possuir proficiência suficiente na língua inglesa". Por fim, pilotos e tripulantes podem entrar caso participem de programas de treinamento ou então para fazer retirada, entrega ou manutenção de aeronaves. Mesmo livre das restrições, essas pessoas ainda precisam de um visto, e a pandemia atrasou esse processo ao redor do mundo. A nota do Departamento de Estado salienta que os imigrantes devem consultar o site da embaixada ou consulado mais próximo "para verificar quais serviços estão disponíveis". "Não podemos fornecer uma data específica para quando os serviços serão retomados, os candidatos devem monitorar os sites para atualizações sobre a disponibilidade de serviços de visto", diz o texto. O presidente Joe Biden estabeleceu, em 25 de janeiro, restrições de viagem a passageiros não americanos que chegam aos EUA vindos do Brasil e da Europa --uma a medida que havia sido derrubada por Donald Trump uma semana antes--, adicionando a África do Sul à lista de limitações. Já havia exceções para vistos diplomáticos, residentes permanentes (portadores de green card), filhos ou cônjuges de americanos ou para quem viaja por razões humanitárias, de saúde pública e de segurança nacional, por exemplo. A restrição não tem data para acabar --depende de uma nova determinação do presidente. O ritmo da imunização está acelerado nos EUA --em média, cerca de 2,8 milhões de aplicações são feitas por dia--, e o país já comprou doses suficientes para imunizar até 400 milhões de pessoas, 70 milhões a mais do que sua população. Biden dobrou sua meta e prometeu aplicar 200 milhões de doses nos seus primeiros cem dias de governo. Ainda assim, o país tem o maior número de mortos do mundo, somando mais de 562 mil. Na última semana, os EUA registraram 6.785 novos óbitos e 490 mil casos.