EUA 'trabalharão' com os talibãs se estes cumprirem suas promessas, afirma Blinken

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O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, fala sobre a situação do Afeganistão, no Departamento de Estado, em Washington, DC, em 30 de agosto de 2021 (AFP/JONATHAN ERNST)

Os Estados Unidos "trabalharão" com os talibãs se estes cumprirem suas promessas, disse o secretário de Estado Antony Blinken nesta segunda-feira (30), poucas horas depois que os últimos soldados americanos deixaram o Afeganistão.

"Cada passo que dermos será baseado não no que diz o governo talibã, mas no que faz para cumprir seus compromissos", afirmou Blinken em declaração transmitida pela televisão, enfatizando que "qualquer legitimidade e apoio" da comunidade internacional precisará ser conquistada.

O chefe da diplomacia americana disse que os Estados Unidos suspenderam sua presença diplomática no Afeganistão e transferiram as operações da embaixada para Doha, no Catar, devido ao "ambiente de segurança incerta e à situação política" no país.

Esta "nova missão diplomática" será dirigida por "uma nova equipe" liderada por Ian McCary, que era o número dois na embaixada dos EUA em Cabul, anunciou.

"Usaremos este posto em Doha para realizar nossa diplomacia em relação ao Afeganistão", em especial em termos de assistência aos americanos que ainda estão lá, ajuda humanitária e diálogo com o Talibã, acrescentou.

Ele destacou que Washington continuará a "ajudar" os cidadãos americanos que querem deixar o país após a tomada de poder pelos talibãs no meio de agosto e a retirada final das tropas dos Estados Unidos nesta segunda-feira.

Blinken disse que um pequeno número de cidadãos americanos, "menos de 200" e provavelmente perto de uma centena, permaneciam no Afeganistão. Outros 6 mil foram evacuados desde o início dos voos de saída em 14 de agosto.

O presidente dos EUA, Joe Biden, havia fixado esta terça-feira, 31 de agosto, como o prazo para a retirada de todas as forças americanas do Afeganistão, encerrando o conflito militar mais longo nos Estados Unidos.

Washington liderou a ofensiva internacional contra o Afeganistão há duas décadas para derrubar o regime talibã que protegia o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, após os atentados de 11 de setembro de 2001, perpetrados pela rede islâmica contra os Estados Unidos.

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