EUA ultrapassa 1 milhão de casos de coronavírus, diz Johns Hopkins

Grávida com traje de proteção faz fila em frente a uma farmácia no Queens, Nova York, 27 de abril de 2020

O número de contágios confirmados por coronavírus nos Estados Unidos ultrapassou 1 milhão nesta terça-feira (28), de acordo com o balanço da Universidade Johns Hopkins.

A pandemia matou mais de 57.000 pessoas nos Estados Unidos, que lideram o número total de infectados no mundo, com 1.002.498, segundo a universidade, centro nacional de referência para estes dados.

O país também é o que tem o maior número de mortos por COVID-19 no mundo, com mais de 57.200 óbitos relacionados com a doença.

O epicentro da epidemia americana está em Nova York e só este estado da costa leste registra quase um terço dos casos declarados em todo o país.

Depois dos Estados Unidos, o segundo país com mais casos reportados é a Espanha, com mais de 210.000 pacientes infectados com o novo coronavírus, seguida de Itália e França.

A Europa totalizava mais de 1,4 milhão de casos até esta terça-feira, segundo contagem da AFP.

Os Estados Unidos justificam o grande número de casos registrados por uma política de detecção amplamente incrementada, com mais de 5,6 milhões de testes realizados, segundo a Universidade Johns Hopkins.

O presidente Donald Trump destacou na noite de segunda-feira que os Estados Unidos realizaram "mais que o dobro de testes do que qualquer outro país". O número de casos novos "nas regiões de Nova York, Nova Orleans, Detroit, Boston e Houston está diminuindo (...) e vemos muito poucos [lugares] que observaremos como novos focos da doença", detalhou.

Embora os Estados Unidos sejam o país que mais testes realizou em valores absolutos proporcionalmente à sua população, mais de uma dezena de países está se saindo melhor em termos de detecção, com destaque para a Islândia, mas também Itália, Espanha e Bélgica, segundo o site Our World in Data, que compila informações de todo o mundo.

A China, onde a epidemia começou em dezembro e país mais populoso do mundo, registra oficialmente apenas cerca de 83.000 casos de COVID-19, mas esta cifra é, segundo várias fontes, muito subestimada, e Washington acusa abertamente Pequim de maquiar para baixo seu balanço.