EUA vão ampliar expulsões de cubanos, nicaraguenses e haitianos na fronteira--fontes

Por Ted Hesson e Mica Rosenberg

WASHINGTON (Reuters) - O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, planeja usar restrições da era da pandemia para expulsar imigrantes cubanos, nicaraguenses e haitianos capturados na fronteira sudoeste com o México, mas permitir que alguns entrem no país por via aérea, por razões humanitárias, de acordo com três autoridades familiarizadas sobre o assunto.

O movimento acontece após a Suprema Corte dos EUA decidir nesta semana que as restrições da era da pandemia, conhecidas como Título 42, devem permanecer em vigor, o que pode levar meses, enquanto uma batalha legal sobre seu futuro se desenrola.

Sob o Título 42, originalmente emitido em março de 2020 no início da pandemia de Covid-19 no governo de Donald Trump, os agentes de fronteira podiam expulsar rapidamente os migrantes para o México sem oferecer a chance de buscar asilo.

As difíceis relações diplomáticas entre EUA e os governos de Cuba, Nicarágua e Venezuela complicaram as deportações para esses países. Um número crescente de migrantes dessas regiões chegou à fronteira dos EUA com o México em busca de ajuda e asilo em meio a turbulências econômicas e políticas.

As novas regras seriam abrigadas em um programa para venezuelanos lançado em outubro. O programa permite que até 24 mil venezuelanos fora dos EUA se inscrevam para entrar no país por meio de "liberdade condicional humanitária" se tiverem fiadores nos EUA. Venezuelanos presos tentando cruzar a fronteira geralmente são devolvidos ao México.