EUA vão aumentar pressão sobre governo 'ilegítimo' de Maduro na Venezuela

El consejero de seguridad nacional de la Casa Blanca, John Bolton en la Heritage Foundation de O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, na Heritage Foundation de Washington, DC, em 13 de dezembro de 2018

Os Estados Unidos prometeram aumentar a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira (10) o assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, enquanto o vice-presidente, Mike Pense, qualificou a posse como uma "farsa".

"Os Estados Unidos não reconhecem a posse ilegítima da ditadura de Maduro. Continuaremos aumentando a pressão sobre o regime corrupto, apoiando a democrática Assembleia Nacional (Parlamento) e cobrando democracia e liberdade na Venezuela", escreveu Bolton no Twitter.

Enquanto isso, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, disse nesta quinta-feira que a posse de Maduro é uma "farsa", qualificando-o de "ditador".

"A posse do ditador Maduro é uma farsa. Os Estados Unidos não reconhecem os resultados ilegítimos de uma eleição que foi roubada. Vamos continuar estando junto com o povo da Venezuela e contra o regime corrupto de Maduro até que a democracia e a liberdade prevaleçam na Venezuela", tuitou Pence.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, pediu aos venezuelanos que não colaborem com Maduro, mas sim com a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, mas marginalizada pela nova Assembleia Constituinte criada pelo governo.

"Instamos aos que apoiam este regime, desde os trabalhadores que recebem diariamente os subsídios alimentícios até as forças de segurança da Venezuela que juraram seu apoio à Constituição, que parem de permitir a repressão e a corrupção, e que trabalhem com a Assembleia Nacional e seu líder Juan Guaidó, de acordo com sua Constituição para uma volta pacífica à democracia", disse Pompeo em um comunicado.

"O povo venezuelano e a comunidade internacional lembrarão e julgarão as ações de vocês. É hora de convencer a ditadura de Maduro de que chegou a hora de que a democracia regresse a Venezuela", acrescentou.

Maduro começou nesta quinta-feira um segundo mandato de seis anos após as eleições de 20 de maio, uma votação boicotada pela oposição e denunciada como uma "fraude".

A União Europeia também não reconhece este mandato, e na semana passada os chanceleres do Grupo Lima instaram a Maduro que não assuma este segundo governo, uma declaração que não foi apoiada pelo México.

Nesta semana, Washington anunciou novas sanções financeiras contra personalidades e empresas na Venezuela.

Em Washington, a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou, nesta quinta-feira, uma resolução para declarar "a ilegitimidade do novo período de Nicolás Maduro que começou em 10 de janeiro".