EUA vão entrar em recessão 'com certeza' nos próximos 18 meses, diz Summers, ex-secretário do Tesouro do país

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O ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos Lawrence Summers afirmou nesta quinta-feira, em evento realizado em São Paulo, que o país deve entrar em recessão nos próximos 18 meses, porque a inflação global deve demorar a ser controlada e o banco central americano pode ter que fazer um aperto monetário mais agressivo do que o esperado.

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— Eu posso estar errado, mas tenho certeza de que vamos ter recessão nos próximos 18 meses. O Fed tem feito suas previsões de que vai conseguir voltar a inflação para a meta de 2% sem elevar as taxas mais que 3,25%. Da mesma forma, eu posso acreditar que vou jogar tênis contra a Serena Williams e ganhar três partidas e ficar feliz — compara. — Para conseguir reduzir a inflação, o Fed ainda vai ter que aumentar o juros de forma significativa. Eles ainda estão em negação sobre qual o preço de tudo.

Segundo Summers, quanto menos inflação houver até o fim de 2023, maior o risco e uma estagflação.

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Questionado se é possível que o Federal Reserve consiga controlar a inflação rapidamente, Summers respondeu que sim, embora não seja provável.

— Eu sempre costumava pensar que a América Latina seria parecida com a América do Norte. Mas, vendo a aceleração da inflação, vejo os Estados Unidos se tornando mais parecido com a América Latina. Com inflação alta e a economia superaquecida, não teremos uma aterrissagem suave — disse em conversa com Artur Wichmann, diretor de tecnologia global da XP Private, e Alberto Bernal, estrategista global da XP Investimentos.

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Para o ex-secretário do Tesouro americano, os preços do petróleo e dos grãos devem continuar subindo nos próximos meses. Assim, considera uma estratégia errada pensar os preços de forma isolada, ao invés de tratar o nível em geral.

O dólar, em sua visão, deve continuar sendo uma moeda forte, já que a situação dos Estados Unidos é distante da vivida em outros lugares, especialmente a Europa, que sofre consequências mais severas da guerra na Ucrânia.

— É razoável que a política monetária americana seja mais restritiva do que a da Europa, porque os Estados Unidos têm o benefício de serem basicamente independentes em termos de recursos naturais e combustíveis fósseis — explicou, ironizando: — A Europa é um museu, o Japão um asilo, a China é um presídio e o Bitcoin, um experimento. Isso tende a valorizar o dólar.

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