EUA vai vender armas ao Egito, mas se compromete em pressionar por direitos humanos

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O presidente do Egito, Abdel Fatah al Sissi, em janeiro de 2021

O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aprovou nesta terça-feira (16) uma venda de quase US$ 200 milhões de armas ao Egito, mas prometeu pressionar pelo respeito aos direitos humanos no país africano, depois que um ativista norte-americano denunciou autoridades egípcias que perseguiram sua família.

O governo Biden, que prometeu parar de apoiar as operações sauditas no conflito do Iêmen e está reexaminando uma venda de caças aos Emirados Árabes Unidos, disse que aprovou a venda de 168 mísseis táticos ao Egito.

Em nota, o Departamento de Estado anunciou que aprovou a venda, sujeita à revisão do Congresso, porque o Egito "continua sendo um importante parceiro estratégico no Oriente Médio".

Um advogado de Mohamed Soltan, um ativista de cidadania americana que entrou com uma ação nos Estados Unidos por suposta tortura em prisões egípcias, disse que policiais à paisana invadiram as casas de seis membros de sua família no domingo, levando dois primos sob custódia.

O porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, disse que os Estados Unidos foram informados e estão "estudando" o caso.

"Levamos muito a sério as alegações de detenções arbitrárias", afirmou Price a repórteres.

“Levaremos nossos valores a todos os nossos relacionamentos ao redor do mundo. Isso inclui nossos parceiros de segurança próximos. Isso inclui o Egito”, acrescentou.

Mohamed Soltan, filho de um membro do movimento da Irmandade Muçulmana, agora proibido no Egito, foi preso em agosto de 2013 depois que Abdel Fatah al Sissi depôs o islâmico Mohamed Morsi, eleito presidente nas eleições.

Em 2015, Mohamed Soltan foi libertado e deportado para os Estados Unidos após renunciar à cidadania egípcia. O ativista entrou com uma ação em um tribunal dos Estados Unidos em junho e no mês passado colaborou com membros do Congresso dos Estados Unidos para formar uma força-tarefa parlamentar dedicada à promoção dos direitos humanos no Egito.

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