EUA vincula verbas para reconstrução da Síria à partida de iranianos

O secretário americano de Estado, Mike Pompeo, em entrevista coletiva em Washington.

Os Estados Unidos não financiarão mais a reconstrução da Síria enquanto as forças apoiadas pelo Irã permanecerem naquele país destruído pela guerra, declarou nesta quarta-feira o secretário americano de Estado, Mike Pompeo.

"Se a Síria não garantir a retirada total das tropas apoiadas pelo Irã, não receberá um dólar sequer a mais dos Estados Unidos para sua reconstrução", disse Pompeo.

Falando a um grupo pró-israelense, Pompeo prometeu seguir em frente com o esforço do presidente Donald Trump para isolar o Irã, avaliando que o atual governo tem aplicado a Teerã "algumas das sanções mais duras da história".

"A responsabilidade de expulsar o Irã do país recai sobre o governo sírio, que também é o responsável por sua presença ali", disse Pompeo no Instituto Judaico para a Segurança Nacional dos Estados Unidos.

As declarações de Pompeo ocorrem quando a administração do presidente Trump está mudando seu enfoque sobre a participação dos EUA nesta brutal guerra civil da Síria, que segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) já deixou 365 mil mortos desde 2011.

Governada por clérigos muçulmanos xiitas, a República Islâmica é ao lado da Rússia um dos principais pilares do regime do presidente Bashar al Assad em sua sangrenta campanha contra os rebeldes muçulmanos (em sua maioria sunitas) e o grupo jihadista Estado Islâmico.

Em agosto, Trump anulou a entrega de 230 milhões de dólares para a reconstrução da Síria, respondendo a pedidos de seus aliados no Golfo Pérsico.