Euro: ex-árbitro do torneio conta de bastidores: 'Mundo sujo, político e falso’

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Por meio de uma publicação no Instagram, o árbitro internacional sueco Jonas Eriksson denunciou corrupção no sistema da Uefa que envolve o formato de nomes que irão realizar a arbitragem na Eurocopa.

O último jogo que ele trabalhou no torneio foi há cinco anos, em uma quarta de final entre Portugal e País de Gales. De acordo com o relato, a decepação veio quando ele e os colegas não foram escolhidos para a final.

“As pessoas costumam perguntar: como são escolhidos para os últimos jogos? São conquistas? Como são as classificações dos árbitros? É aquele que comete menos erros? Quem realmente faz a avaliação? A verdade é que é um lugar sombrio. Um mundo sujo, político e falso, onde a corrupção, a amizade, a lealdade e a nacionalidade desempenham o seu papel. Num futebol que sempre se fala sobre fair play e respeito, onde o livro de regras é o mesmo para todos, onde as quatro melhores equipas, que ganharam mais jogos, vão estar nas quartas de final… Mas quando se trata de arbitragem, isso acontece em salas fechadas, com agendas políticas e onde o que menos importa é o futebol”, escreveu Eriksson.

“Nem sempre são aqueles que tiveram o melhor desempenho, que receberam a classificação mais alta ou que conquistaram a confiança. Desta vez, o melhor árbitro do torneio, sem um único erro evidente, já foi mandado para casa. A decisão foi tomada pelo alto escalão da Uefa e não tem nada a ver com exibições durante o Campeonato da Europa”.

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